Mais recordes de calor se anunciam

A Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) publicou a Atualização Anual do Clima nesta Década. O relatório afirma que há 91% de probabilidade de que a temperatura média global próxima à superfície fique temporariamente 1,5 °C acima da média do período entre 1850-1900 (era pré-industrial), por pelo menos um ano, entre 2026 e 2030. Esse cenário se agrava com a provável chegada do El Niño nos próximos meses, que poderia fazer de 2027 o ano mais quente da história, batendo o recorde de 2024. Há dois anos, tivemos o primeiro ano em que o aquecimento ultrapassou o limite de 1,5°, com a média chegando a 1,55°C.

Ultrapassar 1,5°C em um único ano não significa que o objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global tenha sido perdido, uma vez que o tratado fala de manter-se acima dessa média por um período mais longo, entendido como duas a três décadas. Porém, estamos caminhando perigosamente nessa direção. 

Segundo o relatório da WMO, há 75% de probabilidade de que a média quinquenal de 2026-2030 ultrapasse o aquecimento de 1,5 °C, enquanto as chances de ultrapassarmos 2°C não chegam a 1%. 

As previsões da WMO acendem um alerta para a proximidade do overshoot, que ocorre quando o limite da média histórica de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais é ultrapassado por um curto período.

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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