O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu as menores taxas desde que a perda de vegetação nos biomas se iniciou – 1988 no caso da Amazônia Legal e 2001 no Cerrado.
Foram 3.335 km² de vegetação nativa perdida na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026 (o ano Prodes). Esse dado já chegou ao recorde de 29.059 km² em 1995. Após cerca de seis anos de ações que conseguiram controlar a taxa abaixo dos 20 mil km², ela voltou a subir e atingiu o recorde de 27.772 km² em 2004. Na sequência, começou a cair novamente e chegou ao mínimo de 4.571 km² em 2012, oscilando nos anos seguintes, dando sinais de desgaste das políticas em curso, até 2018.
Nos anos do governo Bolsonaro, o que eram sinais se tornaram descontrole e voltamos a ter taxas anuais de desmatamento acima dos 10 mil km² na Amazônia, chegando a 13.038 km² em 2021.
No terceiro governo Lula, o desmatamento voltou a ficar abaixo dos 10 mil km² na Amazônia e em quedas anuais consistentes, até chegar ao menor patamar da história.
No Cerrado, ocorreu situação semelhante, com aumento do desmatamento nos anos Bolsonaro e redução desde 2023, no governo Lula, chegando a 5.517 km² neste ano.