Agosto de 2026, o mês mais quente da história

Agosto igualou o recorde de mês mais quente já registrado pela humanidade. A temperatura média global do ar na superfície terrestre foi de 16,96°C. Os cientistas do observatório europeu Copernicus consideraram o valor empatado com o de julho de 2023 (16,95°C), quando, assim como neste ano, as águas do Pacífico equatorial estavam aquecidas acima da média, configurando-se  o El Niño.

O Gráfico da Semana mostra as anomalias de temperatura do planeta nos meses de agosto, sinalizando aqueles em que estavam presentes as condições de El Niño muito forte. A previsão deste ano é que o fenômeno atinja dimensões de extrema força, com as águas do Pacífico ultrapassando os 2°C de aquecimento.

Uma particularidade deste ano é que agosto foi mais quente do que julho, que normalmente costuma ser o mês mais quente do ano. Nos registros do centro europeu do clima, na série histórica de dados ERA5, isso só aconteceu quatro vezes anteriormente: em 1945, 1951, 1955 e 1985. Obviamente, em patamares de temperatura bem menores. 

Em agosto de 2026, a temperatura média do ar global ficou 1,65°C acima da média estimada da era pré-industrial (1850-1900), sendo o primeiro mês desde novembro de 2025 que o marco 1,5°C de aquecimento foi superado. No acumulado dos últimos 12 meses (setembro de 2025 a agosto de 2026), o ar na superfície da Terra está 1,48°C acima da média pré-industrial e 0,60°C acima da média das últimas três décadas (1991 e 2020).

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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