Participação do carvão na matriz elétrica da China cai para menos de 50%

O Gráfico da Semana evidencia uma mudança importante na matriz elétrica do maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. A participação do carvão na geração de eletricidade chinesa caiu ao menor nível em quase uma década. Embora o carvão continue sendo a principal fonte de eletricidade do país, a rápida expansão da capacidade instalada de energia solar, eólica, hidrelétrica e nuclear tem reduzido sua participação relativa na matriz. Essa tendência demonstra que o crescimento da demanda por eletricidade na China está sendo atendido, cada vez mais, por fontes de baixa emissão, acelerando a transição energética do país. 

A redução da participação carbonífera na matriz elétrica chinesa relaciona-se diretamente com o aparente pico de emissões que o país parece ter atingido setorialmente. Sendo o maior emissor do mundo, seguido pelos Estados Unidos, a indicação de que a China chegou ao ápice de suas emissões e, de agora em diante, começará a reduzi-las é sinal político importante para a oxigenação do regime climático e para o atingimento da meta do Acordo de Paris: de manter o aquecimento planetário a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial.

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).