Nas Reuniões Subsidiárias de Bonn, em junho (SB64), a Turquia, na Presidência da COP31, apresentou sua principal meta da Agenda de Ação: elevar a participação da eletricidade no consumo final de energia dos atuais 20% para 35% até 2035. A medida, se baseada em fontes renováveis, tem potencial para acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis.
Na semana seguinte a Bonn, a campanha global Electrify Now foi lançada, na Semana de Clima de Londres. O Instituto Talanoa faz parte da iniciativa.
Três eixos orientam a campanha: aumentar a ambição global com a meta “35 até 2035”; acelerar a implementação, articulando diferentes atores para remover barreiras regulatórias e expandir redes elétricas modernas; e apoiar países em desenvolvimento, com financiamento, transferência de tecnologia, incentivo à reciclagem de minerais e acesso justo à energia.
O Brasil, com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo (88% de renovabilidade) está na frente nesse processo. Mas o desafio da eletrificação existe. Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN, 2026), a participação da eletricidade no consumo final de energia aumentou de 17,8% para 19,7% entre 2016 e 2025. É necessário acelerar esse ritmo.
O Tá Lá no Gráfico da Semana dá um panorama da eletrificação no Brasil e no mundo.








