Nesta sexta-feira (6), começam oficialmente as Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, na Itália. Como tem acontecido desde Sochi (Rússia) 2014, a neve natural não será suficiente para a realização das duas semanas de competições. O número de montanhas que reúnem condições climáticas para receber os Jogos diminui com o aquecimento do planeta.
Na edição deste ano, 85% da neve nos locais de competição deve ser artificial. A redução das paisagens congelantes afeta não somente o desempenho de atletas, mas impacta economias e modos de vida: reservatórios de água dependem do derretimento gradual dos picos nevados para manutenção de seus níveis sazonais; o turismo de neve é o motor econômico para muitas localidades; ecossistemas se equilibram sob o ritmo das estações que agora se altera rapidamente.
O Tá Lá no Gráfico desta semana mostra como o impacto das mudanças climáticas nos Jogos de Inverno é mais um exemplo de que todos os setores enfrentam perdas e desafios de adaptação num mundo mais quente.








