A energia ficou mais cara em boa parte do mundo desde o ano 2000. Um estudo mostra como essa alta foi mais intensa para a indústria no Brasil do que em outros países. Por exemplo, a eletricidade subiu 328% para os setores produtivos brasileiros, enquanto nos Estados Unidos e na União Europeia o aumento foi de 145% e 110%, respectivamente. O preço do gás fóssil se elevou em 155% por aqui. No mesmo período, caiu 64% para a indústria norte-americana.
Os dados são do levantamento O Impacto da Evolução do Custo da Energia no Preço das Mercadorias e na Inflação Brasileira de 2000 a 2026, da EX Ante Consultoria Econômica, contratado pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace Energia), que destacamos no Tá Lá no Gráfico desta semana. Ele mostra quanto a indústria gasta para fabricar cada unidade de produto e como isso gera inflação em cadeia. Além das contas de luz e gás ou dos gastos com o botijão, as famílias brasileiras são afetadas pelo custo indireto da energia, embutido em mercadorias e serviços.
Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a energia elétrica é a principal fonte para 79% do setor. Com o mercado livre, a expansão das renováveis e seus preços mais competitivos que o das fontes fósseis fazem parte da solução para reduzir o peso da energia na produção.







