A necessidade global de diversificação da cadeia de terras raras

Quase a totalidade da fabricação de ímãs permanentes é realizada pela China. Esse é um dos produtos da cadeia de minerais críticos. São fabricados a partir de um grupo de elementos chamado de terras raras (leia mais no Tá Lá no Gráfico desta semana). Esse tipo de ímã não perde o magnetismo com o tempo e funciona em temperaturas extremamente altas. São componentes essenciais em produtos e equipamentos com papel importante na transição energética. Por exemplo, são usados no motor de carros elétricos ou em turbinas eólicas.

Boa parte da mineração de terras raras também ocorre na China. Esse domínio sobre a cadeia produtiva é apontado, em relatório da Agência Internacional de Energia, como um risco para a segurança econômica global. Diversificar essa cadeia requer investimentos bilionários. O Gráfico da Semana mostra que, ainda assim, esse volume de financiamento é mais de 100 vezes menor do que o risco de não se fazer nada.

Uma política chinesa de controle de exportação desses produtos, posta em prática em 2025, reforçou os alertas sobre a necessidade de diversificação. A restrição de exportações de elementos de terras raras imposta pelo país asiático levou indústrias automobilísticas nos Estados Unidos, na Europa e outros países a paralisar a produção. Outras medidas como requerer licenças comerciais para partes, componentes e peças que utilizem terras raras chinesas entre as matérias-primas escalaram a questão, envolvendo setores como energia, transporte, defesa, aeroespacial, semicondutores e data-centers.

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

Assine nossa newsletter

Compartilhe esse conteúdo

Apoio

Realização

Apoio