Em 2025, menos de 10% do total de empréstimos contratados no Fundo Clima destinaram-se a projetos de restauração florestal, plantio de árvores e agrofloresta. Nos dois primeiros meses deste ano, essa taxa mais que triplicou, com os valores contratados somando R$ 151,8 milhões, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A restauração florestal deve ser impulsionada para que o Brasil cumpra sua meta de redução de emissões declarada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) até 2035. No Plano Clima, o objetivo é recuperar vegetação secundária e pastagens para capturar 162 milhões de toneladas de carbono equivalente (MtCO2e) por ano. Essa meta está dividida entre os Planos Setoriais de Mudança do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos e de Mudança do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas.
O aumento da fatia dos financiamentos para a recuperação da vegetação é uma exceção no ritmo observado de novos contratos no principal instrumento climático do país. Em todo o ano de 2025, o Fundo Clima totalizou R$ 7,8 bilhões contratados. Até fevereiro de 2026, foram somente R$ 494,2 milhões.