Deu W.O. na prova do líder

(O conteúdo que você vai ler a seguir é feito totalmente por humanos, e para humanos)

Fotos: printscreen de vídeos da UN Web TV e do canal da CGTN/YouTube

Um comentarista de futebol disse, por tantos anos: “a regra é clara!”. Em 2023, os países da Convenção do Clima reconheceram que é necessário reduzir em 43% as emissões globais até 2030, de forma “profunda, rápida e sustentável”, e ampliar esse resultado para 60% até 2035 (em comparação aos níveis de 2019). Isso é o que a ciência indica para que o planeta, com sorte, não extrapole o tal 1,5º Celsius de aumento de sua temperatura média. Porém, nesta semana, o mesmo conjunto de países demonstrou que, na prática, não vale o escrito

O desenho de hoje é o seguinte: 

  • O maior emissor histórico (EUA) está do avesso: não apenas nega a mudança do clima, como girou o volante em 180º e agora anseia voltar a carbonizar a economia;
     
  • O 2º maior emissor da história (China) – e, de longe, o 1º colocado na atualidade – pede pra brincar sendo “café-com-leite”, ao apresentar uma ambição de apenas um dígito (7%), muitíssimo aquém dos elogios pelos quais vem sendo conhecido, em termos de aceleração de renováveis;

  • O 3º colocado atual em emissões (Índia) – e, ao que tudo indica, um futuro maior emissor – sequer deu as caras, e também nada de sua NDC;

  • O 4º maior (União Europeia) é um bloco econômico que atravessa uma “labirintite geopolítica”, sem ainda saber exatamente como se posicionar diante de arroubos tarifários e crescimento econômico incerto; além disso, diante de um cenário de guerras em que seu principal aliado histórico (EUA) não é colaborativo como antes, o bloco tem priorizado o investimento na indústria bélica, enquanto, receoso de desabastecimentos e recessão econômica, segue importando energia fóssil.
     
  • O 5º maior emissor (Rússia) está imerso numa guerra que parece longe de acabar, e não há expectativas de que clima tenha alguma prioridade por lá.

  • O 6º maior emissor conhecemos bem, ele é o único da lista que fala português. Com todas as suas contradições internas, e com planos firmes para pular do 8º para o 4º lugar entre os maiores produtores mundiais de petróleo dentro dos próximos anos, o Brasil dá todos os sinais de que deseja mesmo ir “até a última gota“.
     

Juntos, eles detêm 63% do total de emissões globais. Ou seja: praticamente dois terços da responsabilidade sobre o maior desafio dos nossos tempos: conter as emissões globais para evitar um aumento de temperatura de 1,5ºC… 2,0ºC… 2,5ºC… 2,8ºC… 3,1ºC… Seja qual for o cenário: evitar que a própria existência humana no planeta se torne inviável.

Em meio aos muitos absurdos proferidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Sessão de Abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, o Brasil manteve a firmeza quanto à defesa do multilateralismo, embora tenha sido morno na mensagem climática, mesmo às vésperas de uma COP dentro de casa. Como analisamos no decorrer da semana, a agenda climática teve parte no discurso, mas longe de ser pauta central na “reunião de condomínio do mundo”. (Veja a pontuação de Lula em nossa já tradicional avaliação climática do discurso do Brasil na Assembleia Geral da ONU)

Era talvez um prenúncio do que viria no dia seguinte, no Climate Summit, evento organizado pela ONU para empurrar os países a apresentar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), aos 45 minutos do 2º tempo. Entre anúncios insossos, como o “aguenta mais um pouco aí, pessoal!” da União Europeia, no balanço final o mundo terminou a semana com 101 países firmando novos compromissos (ou atualizando os compromissos de até então) – ainda que os documentos não tenham sido oficialmente cadastrados no sistema da Convenção do Clima. E isso dá razão a ler “o copo” nas duas metades:

  • Na metade cheia, o número de países com compromissos novos saltou de modo expressivo em relação a meses atrás;

  • Na vazia, nos sentidos quanti e quali: matematicamente, 101 ainda deixa o mundo praticamente na metade da régua de 198; além disso, dentro dos 101, nem todas as metas têm a ousadia necessária para a humanidade “desviar do meteoro” que é o estouro da temperatura média, que nos levaria a cenários insustentáveis.
Foto: Canva

Seja qual for a metade que você escolha enxergar, é muito provável que o Relatório-Síntese das NDCs – normalmente publicado dias antes de cada COP, fazendo um “balanço geral” das ambições – evidencie aquilo de que já desconfiamos: a possibilidade de a soma de promessas estar muito fora da rota necessária para evitar a desordem “de vez” no sistema climático terrestre.

Nesse sentido, nenhum país deu mais motivo para esse receio do que a China. A promessa de reduzir emissões entre 7% a 10% do “valor de pico” (a ver o que isso significa exatamente quando a NDC chinesa for oficialmente submetida) é absolutamente pouco. Segundo a organização Climate Action Tracker, das promessas chinesas anunciadas por Xi Jinping na tarde de 24 de setembro, a ampliação em 3.600 Gigawatts de capacidade eólica e solar anuais, bem como fazer saltar para 30% a energia não-fóssil no grid do país (atualmente: 6,9%) são “pouco ambiciosas” e “excessivamente conservadoras” em comparação com os cenários necessários. 

Apesar dos saltos em energias renováveis, que têm gerado adjetivos positivos à China como um país que caminha firme em transição energética, a Agência Internacional de Energia nos traz que 87,1% do suprimento energético chinês ainda é baseado em fósseis, com carvão mineral (60,9%), petróleo (18,3%) e gás natural (7,9%) bastante presentes. Ou seja, a descarbonização do gigante asiático ainda tem muita quilometragem a percorrer. Por isso mesmo é que uma meta de redução de emissões tímida, baseada em apenas um dígito, não condiz com o potencial chinês. “Ah, mas a China entrega… Vai superar a meta”. Bem, não foi nesse espírito que o regime do Acordo de Paris foi concebido. A ideia sempre foi extrair arrojo e progressividade nas metas, não para subestimá-las e depois dizer que “dobrou a meta”. 

Ainda sobre China, outro sinal intrigante: na mesma semana em que o país foi tímido no compromisso com o clima, o maior emissor de gases estufa do planeta decidiu abrir mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC). O arrojo vale para acordos comerciais de agora em diante, em uma alegada estratégia para oxigenar o ambiente global de mercado. Por que não expandir esse espírito para suas metas climáticas? Falta de confiança não parece ser um problema. 

Em relação à NDC chinesa, no entanto, cabe uma observação: ela foi apenas anunciada verbalmente, em linhas gerais. Até o fechamento desta nossa conversa por aqui, não havia sido submetida oficialmente na plataforma da Convenção do Clima. Logo, cautela se impõe. 

Olhando o mundo numa panorâmica, uma semana de altos e baixos como essa resgata uma reflexão importante e já conhecida de quem atua na área climática: é preciso diferenciar processo e resultado. Se analisarmos o multilateralismo para o clima, de 2015 para cá, o processo teve ganhos. O que é diferente de resultados concretos, como os dados de emissão que não param de subir, um financiamento global indolente, além de uma adaptação engatinhante.

A coletividade global vai ter que encontrar respostas. E se a COP30 for, como Lula tentou emplacar nesta semana, a “COP da Verdade”, então não há momento mais providencial para isso do que novembro, em Belém. 

Faltam 44 dias para a COP30.

Boa leitura!

FRASE DA SEMANA

“Adaptação não é um apêndice da agenda climática, mas uma parte central do coração da sobrevivência de nossas sociedades. É assegurar que nossa economia não apenas sobreviva, mas prospere.”

Marina Silva, Ministra de Estado de Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, durante o evento “Diálogos de Soluções Climáticas”, que antecedeu a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: Instagram/Reprodução.

ABC DO CLIMA

Balanço Ético Global: o Balanço Ético Global (BEG, Global Ethical Stocktake – GES, em inglês) é uma iniciativa criada como um dos Círculos da Presidência da COP30, inspirada no Balanço Global do Acordo de Paris e liderada pelo presidente do Brasil e do secretário-geral da ONU, com apoio da Presidência da COP30, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O principal objetivo é promover uma escuta ética e abrangente com a sociedade civil sobre a crise climática, reunindo uma diversidade ampla de atores, desde líderes sociais e empresariais até representantes culturais e espirituais, povos indígenas e movimentos sociais. As conversas do BEG ocorreram em seis Diálogos Regionais, realizados em Londres (Reino Unido), Bogotá (Colômbia), Nova Délhi (Índia), Addis Abeba (Etiópia), na Oceania e, por fim, em Nova York (EUA). Paralelamente aos eventos oficiais, também aconteceram as escutas do Youth Global Ethical Stocktake, lideradas pela campeã climática da COP30, a brasileira Marcele Oliveira, e focadas nas demandas das juventudes e os diálogos autogestionados realizados em diferentes regiões. Os resultados dessas escutas serão compilados e apresentados nos eventos oficiais da COP30.

MONITOR DE ATOS PÚBLICOS

Nosso Monitor de Atos Públicos captou 8 atos relevantes para a política climática nesta semana. O tema mais frequente foi Terras e Territórios, com 3 normas, incluindo o reconhecimento de um Território Quilombola no estado de Sergipe. A classe mais captada da semana foi Regulação, com 4 atos. Entre eles, a criação de uma linha de crédito rural para atender produtores rurais que tenham sofrido prejuízos por eventos extremos e mais uma Resolução do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF).

Conselho Monetário Nacional aprova socorro bilionário a produtores rurais

Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) criou oficialmente uma linha de crédito rural para socorrer produtores rurais que tenham sofrido prejuízos por “eventos adversos”. A norma vem logo em seguida à Medida Provisória n°. 1.316, que já havia aberto crédito extraordinário de R$ 12 bilhões para a mesma finalidade, na semana anterior.

Apenas empreendimentos rurais situados em municípios em calamidade pública ou emergência – e que tenham sofrido pelo menos 2 perdas de pelo menos 30% de safra no intervalo entre janeiro/2020 e dezembro/2024 – estão elegíveis ao socorro. 

Para evitar que socorros como esse se multipliquem no decorrer dos próximos anos, é cada vez mais urgente desinvestir em fontes fósseis e, ao mesmo tempo, investir em pesquisa e inovação para a adaptação agropecuária a um clima mais hostil à produção.

BRASIL

São Paulo: nível dos reservatórios de água não melhorou

A Sabesp anunciou a ampliação do horário de redução da pressão da água da Região Metropolitana de São Paulo para 19h às 5h. No último Boletim Semanal de agosto, havíamos noticiado que a concessionária estava implantando a medida para o intervalo das 21h às 5h. Ou seja, a escassez hídrica dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo está se agravando.

Outra forte evidência da piora é que, em agosto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicava 58% de volume disponível nos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste. Agora, esse percentual cai para 51,6%. Cruzar os dados da ONS com a decisão da Sabesp indica não se tratar de mera coincidência. 

Não custa reforçar o que a Ciência há muito já vem alertando: uma das consequências mais graves da desordem climática é a redução na disponibilidade de água potável.

COMIF dá andamento a regulamentações

O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF) segue estabelecendo regulamentações para a Política Nacional homônima (PMIF). Nesta semana, foi a vez da Resolução COMIF Nº 4/2025, que se volta para melhorar o conjunto (e a transparência) de informações sobre dados públicos de manejo do fogo, elemento importante para políticas públicas e ações governamentais, não-governamentais e empresariais que colaborem para reduzir emissões e prejuízos à biodiversidade nacional.

MUNDO

Pax Colombiana

O governo da Colômbia anunciou que organizará, em abril de 2026, a primeira conferência internacional dedicada ao fim do uso de combustíveis fósseis, criando uma plataforma global para a cooperação em torno de uma transição justa e equitativa do carvão, petróleo e gás para fontes limpas e renováveis. A ministra do Meio Ambiente do país, Irene Vélez, afirmou que o encontro será um “momento decisivo” para que o Sul Global lidere a construção de sistemas energéticos mais limpos, destacando a necessidade de justiça reparatória.

A iniciativa está diretamente ligada ao avanço do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, que espelha a lógica dos tratados de desarmamento nuclear: impedir a expansão de novos projetos fósseis, promover a eliminação progressiva da produção existente e garantir apoio internacional para uma transição justa, sobretudo em países mais vulneráveis. Atualmente, 17 países participam formalmente das discussões para o desenho do tratado: Vanuatu, Tuvalu, Tonga, Fiji, Niue, Ilhas Salomão, Timor-Leste, Antigua e Barbuda, Palau, Colômbia, Samoa, Nauru, Ilhas Marshall, Bahamas, Paquistão e Saint Kitts e Nevis.

O anúncio colombiano acontece em paralelo à divulgação de um novo Production Gap Report, que mostra que os planos atuais de expansão de carvão, petróleo e gás até 2030 superam em mais de 120% os níveis compatíveis com o Acordo de Paris. Apesar do compromisso assumido na COP28 em Dubai de transitar para longe dos fósseis, 11 dos 20 maiores produtores globais ampliaram suas metas de extração desde então. A conferência terá seus detalhes revelados após reunião ministerial à margem da COP30, quando se espera uma declaração conjunta para avançar em uma transição energética justa e sustentável e já conta com o apoio do país responsável por solicitar a opinião consultiva da Corte Internacional de Justiça sobre a responsabilização dos países quanto à crise climática, Vanuatu.

Etiópia apresenta sua NDC

A Etiópia, país que tem a 2ª maior população do continente africano (135 milhões) e está entre as 7 maiores economias do continente, apresentou nesta semana sua Contribuição Nacional Determinada (NDC). A meta central é reduzir 70,3% de emissões até 2035, em relação ao cenário BAU (business-as-usual, ou seja, “tudo como está”, sem esforço) projetado para o mesmo ano. 

O atual primeiro-ministro e Prêmio Nobel da Paz em 2019, Abiy Ahmed Ali, afirma que a Etiópia quer estar na vanguarda de um “futuro justo, verde e resiliente”, como recentemente disse durante a Semana do Clima da África, sediada em seu país.

O Reino Unido vai deixar a COP30 na mão? 

Nesta semana, o Financial Times divulgou bastidores de que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, “não teria planos” de participar da COP30 no Brasil, embora a decisão final ainda não tenha sido tomada. Há três anos, Starmer havia criticado a ausência de seu antecessor, Rishi Sunak, na COP27, no Egito, chamando-a de “falha de liderança”. Ao que tudo indica, a decisão está gerando tensões dentro do governo britânico. Enquanto alguns setores pressionam Starmer a enfatizar o compromisso do Reino Unido com a ação climática, outros esperam que ele foque em questões internas no restante de 2025. Atualmente, a definição é que o país será representado pelo secretário de Estado para Segurança Energética e Net Zero, Ed Miliband. 

O Brasil também espera que o Reino Unido seja um dos países a ingressar entre os “doadores inaugurais” do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), e nada mais razoável se esse anúncio ocorrer na COP30, de um pronunciamento “ao vivo e a cores” de Starmer.

MONITOR DE DESASTRES

O Monitor de Desastres captou 14 atos de reconhecimento de emergência decorrentes de eventos climáticos extremos, que impactaram 35 municípios. A Estiagem e a Seca seguem sendo os eventos mais recorrentes, principalmente na Região Nordeste do Brasil.

TALANOA POR AÍ

Foto: Instituto Talanoa/Divulgação
Nossa equipe participou do Diálogo de Alto Nível sobre Soluções para Adaptação, que antecedeu a Assembleia Geral da ONU (UNGA), em Nova Iorque. Esta foi a primeira vez que a agenda de adaptação ocupou espaço em diálogos de Alto Nível no âmbito da UNGA. Na ocasião, a presidente da Talanoa, Natalie Unterstell, destacou a relação de interdependência entre Adaptação e Mitigação, lembrando que ambas as agendas são indispensáveis à transição energética. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou da sessão e afirmou aquilo que tem sido um mantra para a Talanoa: Adaptação deve ser prioridade na COP30.

Também visitamos a Prefeitura de Nova Iorque para conhecer as iniciativas do Departamento de Planejamento Urbano da cidade e conversar sobre Adaptação Climática com a equipe de Clima e Sustentabilidade. Durante a visita, Natalie Unterstell, Taciana Stec e Daniela Coimbra Swiatek aprenderam sobre os projetos de Zoneamento para Resiliência Costeira a Inundações, Cidade do Sim para a Neutralidade de Carbono, e Mapeador de Riscos de Inundação. Conhecemos boas práticas de planejamento urbano resiliente que podem inspirar projetos e políticas públicas brasileiras.

Ainda em Nova Iorque, realizamos o evento Adaptation is Life: Scaling up Financing for Adaptation on the Road to COP 30, que reuniu uma variedade de atores importantes no debate climático global, incluindo palestrantes de governos, setor privado, sociedade civil e fundos climáticos que destacaram a necessidade urgente de ir além de promessas e declarações e começar a entregar investimentos concretos, metas financeiras e ações para tornar a adaptação uma realidade na prática. O evento paralelo à 80ª UNGA foi realizado em parceria com United Nations Foundation e DanChurchAid, com transmissão ao vivo.

Foto: Instituto Talanoa/Divulgação


Alice Amorim, Diretora de Programas da COP30, em conversa com Natalie Unterstell, da Talanoa. Foto: Instituto Talanoa/Divulgação

TALANOA NA MÍDIA

O Globo A analista sênior Marta Salomon repercutiu o discurso de Lula na ONU com relação às metas climáticas.
G1 No G1, a presidente da Talanoa Natalie Unterstell reagiu ao discurso negacionista de Trump na UNGA.
O Globo e Terra Em declaração ao jornal O Globo e também ao Portal Terra, Natalie Unterstell comentou que a crise das NDCs exige uma resposta coletiva.
Folha de S. Paulo Marta Salomon criticou o interesse do Agronegócio em se beneficiar de recursos de financiamento climático.
ViaRitzau O dinamarquês ViaRitzau repercutiu o evento Adaptation is Life, organizado por Talanoa e parceiros essa semana, em NY.

Bom fim de semana,
Equipe POLÍTICA POR INTEIRO

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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