Vão-se os anéis…

(O conteúdo que você vai ler a seguir é feito totalmente por humanos, e para humanos)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A entrevista coletiva à imprensa e a convocação do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável – CDESS) para explicar os 63 vetos presidenciais na sanção do Projeto de Lei (PL) 2.159/2021, no último dia 8 de agosto, representam o resultado da mobilização popular das últimas semanas contra o chamado PL da Devastação. O governo sinalizou estar disposto – ou pressionado – a dialogar com todas as partes. O anúncio a jornalistas com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, ao lado da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, no centro da mesa de autoridades, indicava o peso dado ao momento. O governo tentou passar a imagem de que impediu o desmonte da proteção ambiental, mas também não se colocou contrário aos anseios dos parlamentares em avançar sobre mecanismos que, na opinião majoritária no Congresso, estariam emperrando o andamento de obras no Brasil. Ao mesmo tempo em que foram barrados (acertadamente) dispositivos críticos, como o que estabelecia o autolicenciamento para empreendimentos de médio impacto (com exceção da pecuária, que escapou de vetos, em outro aceno por diálogo), manteve-se, por meio de uma Medida Provisória, o licenciamento ambiental especial (LAE) para empreendimentos considerados “estratégicos”.

A mensagem do Executivo com os 63 vetos, a MP da LAE e, ainda, um PL para já alterar a Lei sancionada dependem agora da análise do Congresso. Ou seja, uma nova batalha para evitar que a bomba seja armada outra vez pelos parlamentares. Nesta semana, parte deles mostrou que ignora as responsabilidades assumidas para ocupar aquelas cadeiras. Deputados acorrentados, com esparadrapo na boca, em protesto contra a prisão domiciliar de um ex-presidente, resumem o espírito que caracteriza o atual Legislativo: parca visão de futuro e nenhum projeto de país. Dois elementos essenciais para fortalecer um sistema de licenciamento ambiental que proteja pessoas, ecossistemas, infraestruturas e negócios, e contribua para o desenvolvimento em meio à emergência climática.

Em relação ao texto final saído da Câmara dos Deputados, há “vitórias do bom senso” cuja duração ainda é incerta. Uma delas é a derrubada do famigerado “artigo 22”, que tratava da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, a LAC. Como manda a regra, se um dispositivo (artigo) cai, ele tem de cair inteiro. Por isso, a figura da LAC continua a existir (o artigo que a cria não recebeu vetos), mas sua aplicação ficou “solta”, e deve ser melhor explicada em um Projeto de Lei, que o governo deve enviar ao Congresso o quanto antes. Aliás, a proposta deve ir com pedido de urgência, afirmou-se na coletiva à imprensa, e, nessa modalidade, a Constituição impõe ao Parlamento que corra para avaliar a matéria em até 45 dias, o que significa desfecho do assunto antes da COP30, em Belém. Outro gol é a queda do dispositivo que isentava de licenciamento ambiental infraestruturas preexistentes, como rodovias anteriormente pavimentadas, numa clara mensagem de que a revitalização da BR-319 – uma bomba-relógio climática que se vem tentando desarmar ali entre os ministérios do Meio Ambiente da Mudança do Clima (MMA) e dos Transportes (MT), dado seu potencial de destravar emissões se for feita de qualquer jeito – não será posta adiante sem critérios e salvaguardas socioambientais. 

No entanto, como a vida anda longe de ser mundo ideal, lá sobreviveu a LAE, a Licença Ambiental Especial. Analisando a quente tanto a Lei sancionada  quanto a Medida Provisória, trata-se de ato preponderantemente político, sem garantias de sustentação técnica. Um perigo em tempos de emergência climática. 

O fato de a LAE não apenas ter sobrevivido ao escrutínio do Executivo, como ter protagonizado uma MP –  e, portanto, a imediata entrada em vigor – pode até demonstrar boa vontade do governo em buscar conciliação com lideranças no Legislativo (como Alcolumbre, que já havia proposto a figura da LAE em forma de emenda), mas abre um péssimo precedente para o clima: o que vem a ser “especial” em tempos em que a institucionalidade é sistematicamente atacada no Brasil? 

Vale lembrar que, dia desses, um Projeto de Lei sobre Eólicas aprovou benesses para… Termelétricas. O que pode vir a acontecer se procedimentos para a obtenção de LAE forem revestidos de legalidade? Com base nos textos da Lei sancionada e da MP, o time da Política por Inteiro entende que, hoje, a judicialização sobre a LAE é inevitável. 

Durante a coletiva de governo sobre os novos rumos do Licenciamento Ambiental no Brasil, ministros citaram como exemplo um regime especial executado há mais de 20 anos, que buscou licenciar rapidamente as hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, na Amazônia, época em que o Brasil flertava com o risco de apagão. Hoje, em tempos em que a coisa pública é cada vez mais enfraquecida por tantos que deveriam aprimorá-la, quem garante que o “especial” será atribuído com base no interesse da coletividade? Nos anos adiante, um “empreendimento estratégico” (art. 24) será “estratégico” a quem? Com que finalidades? 

Além do mais, a MP diz que a LAE tem objetivo de concretizar empreendimentos de modo “eficiente e eficaz”. À parte a tecnicalidade – já que, desculpem, não tem como ser eficiente sem antes ser eficaz – novamente, surge o questionamento: o que é ser um “empreendimento eficiente” quando visto pela lente climática? Certamente não se refere a ser rápido e/ou gastar pouco. É preciso ser viável do ponto de vista do risco climático, não minar a resiliência onde se instala e, tampouco, virar maladaptação. Só tempo ou dinheiro não define mais o que é ser eficiente. E a MP passa ao largo de expor sua preocupação com o clima, ausente de menções.

Outro aspecto: ainda que a definição sobre o que é elegível a ser objeto de LAE tenha que, necessariamente, passar por um Conselho de Governo, bem… É só um Conselho de Governo. A lei atual de composição desse colegiado não tem sequer previsão de observadores fora do “.gov”. E digamos que um colegiado chapa branca não seja exatamente um lugar onde contrapontos fluam bem.

Durante a coletiva, quando perguntado sobre como esperava que o Conselho funcionasse, o governo respondeu que funcionaria como “uma medida de transparência”, para que a sociedade saiba o que será considerado estratégico e especial. Entendemos que não é bem por aí… Ademais, a previsão de “equipe técnica permanentemente dedicada à função” também não diz muito, uma vez que determinações políticas certamente prevaleceriam.

Diante de 12 meses de prazo para análise dos documentos apresentados pelos empreendimentos eleitos como “estratégicos”, é provável que o volume de processos de LAE a analisar promova uma reformulação dos órgãos licenciadores na União e nos Estados, e aí vem um debate que o funcionalismo público entende bem: para que inovação no setor público funcione, é vital investir na estrutura estatal, garantindo a ela condições mínimas para rodagem em frequência superior. Sem isso, a inovação dá lugar à frustração, e pior: gera munição para agentes políticos que atacam a segurança jurídica do país com medidas de desregulamentação. Felizmente, não parece ser o caso do governo federal atual – que recentemente realizou concurso público para órgãos como Ibama e ICMBio, e atualizou remunerações dos servidores – mas como a institucionalidade se protegeria no caso de governos que tenham como método a erosão das instituições, tanto nos Estados quanto na própria União? O Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) precisa, antes de tudo, de estabilidade. 

A bola está de volta com o Congresso. É uma nova chance para arredondar o debate e fazer um golaço ou,pelo menos, não jogar contra o patrimônio, nesse caso literalmente: o patrimônio ambiental do Brasil. 

Boa leitura!

(Nota: até a noite do dia 8 de agosto, buscando-se por “Conselho de Governo”, a página .gov.br indicada trazia conteúdo com nomes que passaram pelo governo em 2019, o que sinaliza uma estrutura pouco acionada e no mínimo desimportante, atualmente.)

TÁ LÁ NO GRÁFICO

Os Planos Setoriais Conservação da Natureza e Agropecuária concentram os maiores cortes previstos no Plano Clima – Mitigação, mas também reúnem os desafios mais persistentes para o Brasil virar o jogo do clima: conter o desmatamento, recuperar vegetação nativa, transformar os sistemas de produção e implementar políticas públicas em territórios diversos. O Tá Lá No Gráfico desta semana apresenta o que está em jogo nessas duas frentes decisivas da agenda climática nacional.

FRASE DA SEMANA

O que está acontecendo agora com os corais é como incêndios florestais debaixo d’água. A tendência é de tanto aquecimento a ponto de chegarmos a uma situação irreversível.

Kate M. Quigley, cientista que estuda como os corais se comportam em relação ao calor, e o impacto dele na vida marinha. Ela comenta sobre relatório acerca da aceleração no processo de embranquecimento na Grande Barreira de Corais, na Austrália. Foto: Grumpy Turtle/Austrália.

ABC DO CLIMA

Ativos encalhados (stranded assets): O termo se refere a ativos – físicos (equipamentos, imóveis, infraestruturas) ou financeiros (ações, títulos) – que perdem seu valor antes da vida útil esperada. Portanto, perdem a capacidade de gerar riqueza antes do prazo projetado no investimento. No linguajar do clima, o risco de stranded assets é, em geral, utilizado para investimentos de capital associados à exploração e à produção de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural (que, apesar do nome “natural”, é fóssil e altamente poluente). No entanto, pode servir para qualquer patrimônio (um ativo, na linguagem econômica) que consuma esses combustíveis fósseis e seus derivados. É como se o risco “contaminasse” tudo o que a energia fóssil toca, pelo simples motivo de tais fontes serem finitas, sem capacidade de renovação em um intervalo de tempo razoável à existência humana, e estarmos, em emergência climática, impelidos a acelerar um processo de transição e redução de dependência dessas fontes energéticas. Até um caminhão a diesel novinho, recém-saído da concessionária, será, um dia, um ativo encalhado. Ou seja: investimentos de médio e longo prazo não pensados com a lente climática têm altas chances de gerar um “enterro” de dinheiro. E, como estamos falando de investimentos, o risco de ativos encalharem não vale só para grandes corporações, como também a seus acionistas no mercado. Como se pode ver, não são só os ecossistemas, influenciados pela desordem climática, que podem ter um “ponto de não-retorno”. Se mal empregados, recursos financeiros também podem não “voltar” mais.

MONITOR DE ATOS PÚBLICOS

Nosso Monitor de Atos Públicos captou 12 atos relevantes para a política climática nesta semana. O tema de destaque foi Terras e Territórios com 7 atos relacionados a ações importantes de reconhecimento de territórios quilombolas, criação de projeto de assentamentos e homologação de Terras Indígenas na Região Nordeste do país.

A classe mais captada foi Regulação, com 8 normas, que além de ordenamento fundiário, inclui a abertura de crédito suplementar ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e novas diretrizes para os projetos de carbono no Brasil.

A nova Lei do Licenciamento Ambiental e a Medida Provisória atrelada às revisões do texto, publicadas em Edição Extra do DOU, estão na classe Outros.

Novas demarcações de Terras Indígenas!

Três Terras Indígenas, todas no estado do Ceará, tiveram demarcação homologada em decretos publicados nesta semana, em Diário Oficial da União. São elas:


A Política por Inteiro destaca o quanto a consolidação de terras indígenas é essencial para melhorar a governança territorial em nosso país, o que leva a resultados de conservação da biodiversidade e colabora na conta do clima! As demarcações constituem procedimento vital para essa consolidação.

Novas diretrizes para projetos de carbono no Brasil

A Comissão Nacional para REDD + – CONAREDD publicou na quarta-feira (6), as novas diretrizes de salvaguardas para projetos e programas jurisdicionais de carbono florestal em terras públicas, territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais. Este processo começou em 2024, após a retomada dos trabalhos da CONAREDD, onde entidades representativas de diversos povos e comunidades tradicionais se dedicaram à construção destas diretrizes. 

O conteúdo da norma representa um avanço positivo para a regulação de projetos e programas de carbono florestal (públicos e privados) em territórios coletivos, enfatizando a harmonização com a legislação nacional e internacional vigente, o respeito à autonomia dos povos e comunidades tradicionais, mediante seus planos de gestão e governança territorial, o direito à Consulta Livre Prévia e Informada, a garantia de cláusulas contratuais e de uma linguagem simples e acessível nestes documentos. Por fim, define que ouvidorias devem ser criadas no âmbito de órgãos públicos para receber denúncias provenientes destes projetos.

BRASIL

NDC Indígena 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB publicou na última segunda-feira (4) sua própria NDC, a NDC Indígena. O documento apresenta demandas dos povos indígenas para as metas climáticas brasileiras, entre elas incluir a demarcação e a proteção dos territórios indígenas na NDC do Brasil e no Plano Clima como política de mitigação e adaptação. O lançamento ocorreu no âmbito da IV Marcha das Mulheres Indígenas e da Conferência de Mulheres Indígenas ocorrida em Brasília nesta semana. 

Dentre as propostas apresentadas, a demarcação e proteção de terras indígenas é apresentada como uma política de mitigação eficaz a ser incorporada na NDC brasileira, levando em consideração a perda de apenas 1,2% da vegetação nas últimas décadas. O documento conta com um capítulo específico para adaptação, no qual os Planos de Gestão Territorial e Ambiental Indígena – PGTAs podem ser reconhecidos como políticas de adaptação climática e traz propostas sobre financiamento climático direto às organizações e comunidades indígenas.

MUNDO

Grande Barreira de Corais bate o recorde que não queremos

Um relatório oficial do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, divulgado nesta semana, revelou que a Grande Barreira de Corais – um dos maiores refúgios de vida marinha do planeta, situado na Oceania – sofreu no último ano sua pior degradação, em 39 anos de medição. A principal causa da perda de corais é o aquecimento de correntes marinhas devido à mudança do clima, intensificada pela ação humana. 

A jornalista e pesquisadora Elizabeth Kolbert, em seu artigo “Civilização e extinção”, nos explica que quando há um aumento repentino na temperatura, quebra-se o relacionamento de ajuda mútua (simbiose) entre corais e algas. Os corais “despacham” as algas e então deixam de receber nutrientes por elas captados. Desnutridos, os corais perdem a cor (motivo pelo qual o fenômeno é chamado de branqueamento dos corais). Se o desequilíbrio não durar muito tempo, em geral os corais tendem a se recuperar. Acontece que as temperaturas oceânicas estão aumentando progressivamente, tornando os eventos de branqueamento mais frequentes e longos. Como a vida na Terra depende basicamente do “sucesso” do mar, a notícia é ruim para todo mundo.

A CNN Internacional repercutiu o relatório.

Japão bate recordes de calor

O Japão teve recorde de calor pela segunda semana consecutiva. Na terça-feira (5), os 41,8°C em Isesaki, na província de Gunma, estabeleceram a temperatura mais alta já registrada no país, quebrando a marca da semana anterior, de 41,2°C em Tamba, em Hyogo. A onda de calor ameaça a lavoura de arroz – alimento base da população japonesa, cuja alta dos preços já vêm impactando significativamente o custo de vida, com consequências nos debates político-eleitorais.

Calendário da COP30 começa com “A” de Adaptação

Nesta semana, o tema de adaptação ganhou destaque com duas novidades importantes: a criação de um Conselho de Adaptação, anunciado pela presidência da COP30, e a divulgação do calendário de dias temáticos da COP em Belém, com a adaptação abrindo os trabalhos no dia 1.

A centralidade da adaptação nos dois primeiros dias da Conferência realça o tom que a presidência deseja dar ao evento: A adaptação como uma prioridade. Essa decisão simboliza o reconhecimento da urgência dos desafios climáticos e deixa claro que é hora de avançar, fortalecendo a conscientização, transversalizando a temática nas diferentes agendas, como já está sendo feito na Agenda de Ação, e reforçando a mensagem de que é necessário consolidar seu espaço na agenda internacional.

A presidência brasileira carrega a oportunidade de liderar a construção de um caminho de avanços substanciais para a adaptação, a começar pela batida do martelo em relação a lista de indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês) ao fortalecimento do tema como uma prioridade política, de forma a orientar a construção de uma estrutura de financiamento para adaptação. Essa COP é uma oportunidade para repensar a adaptação como um elemento dinamizador da agenda climática, encaminhando propostas práticas e transformadoras para as próximas conferências.

Plástico: olhar sobre a correlação de forças nas negociações evidencia choque de realidade

O Center for International Environmental Law (CIEL) divulgou uma nova análise revelando um número recorde de lobistas das indústrias de combustíveis fósseis registrados para participar da quinta e última sessão das negociações do Tratado Global sobre Poluição Plástica (INC-5.2), que ocorre até dia 14 em Genebra. Trata-se da rodada com maior presença de representantes desses setores já registrada nas negociações do Tratado.

Ao todo, foram identificados 234 lobistas vinculados às indústrias de combustíveis fósseis e química, superando o recorde anterior de 221 participantes observado na sessão INC-5. Destes, 19 lobistas integram oficialmente delegações nacionais, incluindo representantes do Egito (6), Cazaquistão (4), China (3), Irã (3), Chile (2) e República Dominicana (1). O número total de lobistas supera, inclusive, o contingente diplomático somado dos 27 Estados-membros da União Europeia e da própria UE, que somam 233 delegados.

É absolutamente alarmante que, em uma das etapas mais decisivas das negociações para um tratado global sobre a poluição plástica, o número de lobistas das indústrias de combustíveis fósseis e química não só tenha atingido um recorde histórico, como também ultrapasse o total de delegados de todos os países da União Europeia somados. 

Observar a correlação de forças é essencial porque permite entender o grau de influência que setores contrários à transição energética exercem sobre processos multilaterais. E não é de hoje. 

É sempre importante lembrar: plástico vem do petróleo. Plástico é petróleo.

MONITOR DE DESASTRES

O Monitor de Desastres captou 6 atos de reconhecimento de emergência decorrentes de eventos climáticos extremos, que impactaram 27 municípios. As tipologias Chuvas Intensas (Tempestades) e Estiagem “empataram”. Enquanto no Rio Grande do Sul predominam as tempestades, a estiagem persiste no Nordeste do país.

Para consultas detalhadas, visite nosso Monitor de Desastres.

Nota explicativa: os dados registrados no Monitor de Desastres referem-se única e exclusivamente às situações de emergência ou calamidade pública reconhecidos oficialmente pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil/MDIC nesta semana. Eventualmente, é possível que desastres ocorridos na mesma semana não sejam contabilizados, dado que o reconhecimento do governo federal leva alguns dias para ser publicado.

TALANOA POR AÍ

A presidente da Talanoa, Natalie Unterstell, está entre os 131 novos empossados no Conselhão, título informal do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) – grupo consultivo que auxilia decisões da Presidência da República. Como nova integrante, Natalie participou da 5ª Reunião Plenária realizada nesta semana, em Brasília, quando o presidente Lula e o vice, Geraldo Alckmin, destacaram a saída do Brasil do Mapa da Fome e discutiram os desdobramentos na disputa comercial com os Estados Unidos. Na ocasião, Natalie entregou uma das publicações da Talanoa, que traz propostas de fortalecimento da Governança Climática brasileira, ao Secretário Nacional de Mudança do Clima, Aloisio Melo.

Foto: Instituto Talanoa/Divulgação

A Talanoa também foi convidada a ocupar assento no Conselho de Adaptação da Presidência da COP30. “Representa um reconhecimento da importância crescente que a agenda de adaptação tem ganhado – algo pelo que muitas e muitos vêm trabalhando há muito tempo”, disse Natalie. “É uma conquista coletiva e uma excelente notícia”, comemorou. 

Ainda em Brasília, parte da equipe da Talanoa participou de uma série de encontros com o governo federal para apresentar o diagnóstico da Governança Climática no Brasil e discutir caminhos para fortalecer a colaboração na formulação de políticas públicas de forma transversal e multinível. As especialistas Marta Salomon e Ester Athanásio se reuniram com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, e com o Departamento de Governança do MMA, além de se encontrarem com auditores do Tribunal de Contas da União, órgão de controle que construiu uma série de recomendações a partir de auditoria sobre o tema. No Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, e na Coordenação de Educação em Direitos Humanos e Meio Ambiente  do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, Ester Athanásio ouviu sobre as demandas que a pauta climática promove nestas áreas e de que maneira uma governança colaborativa poderia garantir maior coesão e implementação das metas brasileiras.

TALANOA NA MÍDIA

Folha de S.P. e UOLArtigo de opinião “No Plano Clima, a Energia pede luz”, sobre a necessidade de o Brasil ser mais incisivo em progressivamente reduzir sua dependência em energia fóssil. Por Natalie Unterstell, Liuca Yonaha e Marta Salomon, do Instituto Talanoa.
O Globo (Lauro Jardim)Coluna sobre a volta do Conselhão, a prioridade em adaptação climática, cita Natalie Unterstell, que foi empossada e faz parte do grupo.
Portal ((oEco))Reportagem sobre 100 dias até a COP em Belém, com participação de Wendell Andrade, especialista do Instituto Talanoa em política climática para a Amazônia.
Climate Home NewsSite traz que o agravamento dos incêndios na Amazônia brasileira é uma ameaça ao financiamento para a proteção da floresta. Com entrevista de Natalie Unterstell.
O TempoCaio Victor Vieira, especialista em políticas climáticas do Instituto Talanoa, avalia os reflexos da ausência dos EUA na COP30.
IstoÉ SustentávelReportagem sobre o Objetivo Global de Adaptação (GGA) e como ele precisa ser tratado na COP30, com entrevista de Daniel Porcel, especialista em políticas climáticas do Instituto Talanoa. 

Bom fim de semana,
Equipe POLÍTICA POR INTEIRO

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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