PL do mercado de carbono é aprovado no Senado

Senadora Leila Barros (PDT/DF) conversa com colegas durante debates sobre o PL 181/2024

Tudo indica que o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) finalmente sairá do papel. O Senado aprovou o Projeto de Lei 182/2024, o PL do Mercado de Carbono, nesta quarta-feira (13). A proposta voltará para a Câmara dos Deputados, mas a tramitação por lá não deve ser tão complicada quanto foi no Senado, aonde chegou no mês de fevereiro. Havia dúvidas se o PL retornaria à Câmara, uma vez que a matéria também foi aprovada previamente no Senado em 2023, mas os parlamentares chegaram, ao que parece, a um acordo sobre o tortuoso trâmite da proposta.

Depois de muitas idas e vindas, imbróglios regimentais entre Câmara e Senado, conflitos com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) sobre pontos sensíveis do texto, a relatora Leila Barros (PDT-DF) foi capaz de costurar um acordo entre Senado, Câmara, Governo Federal e Consórcio Amazônia, para garantir que a matéria fosse votada com urgência, ainda durante a primeira semana da COP 29, em Baku. Das 58 emendas apresentadas, 25 foram acatadas totalmente ou parcialmente. 

Consideramos que um passo fundamental foi dado para a criação do SBCE, que se votado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, e sem grandes alterações, pode ser sancionado pelo presidente da República antes do fim da COP 29. Trata-se de mais uma sinalização importante dada pelo Brasil no cenário internacional, no mesmo dia da submissão de sua NDC 3.0. Uma vez aprovado e sancionado, o SBCE passará por um complexo processo de regulamentação, que deverá estender-se pelos próximos cinco anos, operacionalizando e aperfeiçoando lacunas deixadas pela Lei. O essencial, neste momento, é que o projeto avançou, algo considerado improvável até poucos dias atrás.

Ao fim da deliberação no Senado, após ficar cinco horas em pé explicando pontos do PL, a senadora Leila se emocionou, lembrando-se da resiliência que o esporte lhe ensinou na carreira anterior.

A aprovação do PL no Senado nesta semana era dada como certa pelo governo. O próprio vice-presidente Geraldo Alckmin em Baku afirmara na terça-feira que ocorreria naquele dia. Porém, a votação acabou adiada em um dia para mais debates, por conta da complexidade da proposta.

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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