Impacto da Guerra no Irã na produção mundial de petróleo

Por uma pequena passagem marítima – que, em seu ponto mais afunilado chega a menos de 40 quilômetros de largura –, escoaram-se 20 milhões de barris de petróleo bruto por dia em 2025. A quantidade equivale a um quinto do comércio mundial do produto. Há uma semana, esse movimento praticamente zerou no Estreito de Ormuz. Situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, suas águas, que separam Irã e Omã, foram bloqueadas pelos iranianos após os ataques de Estados Unidos e Israel ao país.

O petróleo e o gás produzidos por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Iraque, Bahrein e Irã são exportados para o resto do mundo pelo Estreito de Ormuz. Somente Arábia Saudita e Emirados têm opção de escoamento via oleodutos. Ainda assim, são alternativas limitadas, com capacidade de 3,5 milhões a 5,5 milhões de barris por dia, segundo a Agência Internacional de Energia.

O Gráfico da Semana localiza geograficamente o Estreito de Ormuz e mostra que quase 85% do petróleo escoado por ali tem como destino a Ásia, sobretudo a China.

Acelerar renováveis não é somente uma questão climática, é uma questão de segurança nacional e fator a reconfigurar a geopolítica global. Por isso, minerais críticos entram nessa dinâmica de poder com força. O Brasil precisa traçar sua rota nessa corrida para aproveitar suas vantagens comparativas com todas as salvaguardas necessárias. 

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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