Fósseis x energia limpa: o jogo virou

O crescimento da oferta de tecnologias de energia renovável e o barateamento dos custos impulsionam os investimentos no setor. Mais do que o objetivo climático de redução de emissões, a balança de investimentos começa a pender para o lado das renováveis em relação à energia oriunda de combustíveis fósseis pelo fator econômico. 

Números do último relatório global anual da Agência Internacional de Energia (AIE) estimam que, em 2025, os investimentos em energia limpa tenham somado US$ 2,2 trilhões, montante mais de 80% superior aos investimentos em energia fóssil. O cenário é bem diferente do que vimos há uma década, quando os fósseis somavam US$ 1,5 trilhão, ante US$ 1,1 trilhão em fontes limpas, mostra o Gráfico da Semana.

Segundo a AIE, o boom das renováveis nos últimos cinco anos, impulsionado pela recuperação pós-pandemia, se deve não somente às políticas climáticas, mas a fatores econômicos, tecnológicos, industriais e de segurança energética. A China é uma liderança nesse movimento – e fatores geopolíticos, como a invasão russa à Ucrânia, forçaram os investimentos em renováveis na Europa. Os Estados Unidos também incentivaram renováveis no intuito de fazer frente à China, e os retrocessos promovidos pelo governo Trump no último ano ainda não se refletiram no setor. Pode ser que a engrenagem econômica continue a girar no sentido da transição mesmo com as políticas anticlima.

Equipe Editorial (Liuca Yonaha, Marta Salomon, Marco Vergotti, Renato Tanigawa, Taciana Stec, Daniel Porcel, Caio Victor Vieira, Beatriz Calmon e Rayandra Araújo).

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