2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado. E o pódio do calor é completado por 2024 e 2023 – o primeiro e o segundo anos mais quentes da história. Em comparação com o período pré-industrial, a temperatura média do ar na superfície do planeta ficou 1,47°C mais elevada. Em 2024, essa anomalia havia sido de 1,60°C e, no ano anterior, de 1,48°C. Os dados são do relatório The Global Climate Highlights 2025, do observatório climático da União Europeia, Copernicus.
No Gráfico da Semana, mostramos as diferenças da temperatura média em relação à média histórica dos 30 anos anteriores a esta década. Essas variações são chamadas de anomalias. Quanto mais a cor do retângulo for próxima do branco, mais “normal” foi a temperatura daquele mês. Isto é, mais próximo da média de 1990 a 2020. Quanto mais azul, mais frio, sendo uma variação negativa (-X°C). Quanto mais vermelho, mais quente foi o mês. Assim, no mês mais quente registrado nos últimos 45 anos (1980 a 2025), setembro de 2023, a anomalia foi de +0,93°C. E, no ano passado, registrou-se o janeiro mais quente já observado pela humanidade, com a temperatura +0,79°C acima da média de 1990 a 2020.
Esses dados confirmam que a impressão de que estamos passando mais calor agora do que passamos na década anterior, ou há 20 anos, não é, no geral, somente uma impressão. Mas devemos dizer “no geral” porque se tratam de médias globais. Na maior parte do planeta, a temperatura está acima do que era, mas pode haver lugares, sim, que os termômetros estejam registrando médias menores.
O relatório também alerta para o quanto estamos nos aproximando do perigoso limite de aquecimento permanente acima de 1,5°C em relação à era pré-industrial. Isto é, esse patamar se estabelecer em uma média de duas a três décadas. Por enquanto, essa ultrapassagem aconteceu para o ano de 2024. Segundo a metodologia do observatório europeu, encerramos 2024 com uma média 1,4°C acima do período pré-industrial. Se o aquecimento global seguir no mesmo ritmo dos últimos 30 anos, chegaremos ao limite de 1,5°C no fim desta década, alerta o estudo.