(O conteúdo que você vai ler a seguir é feito totalmente por humanos, e para humanos)
A adaptação climática como investimento. Dessa forma, a adaptação entrou no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sessão temática da Cúpula do Clima de Belém. “As exigências crescentes de adaptação vão exigir esforços ainda maiores de financiamento”, disse o presidente na mesa-redonda que celebrou os 10 anos do Acordo de Paris, afirmando que será necessário também mobilizar capital privado. “O enfrentamento da mudança do clima deve ser visto como um investimento, não como um gasto”, disse.
A declaração foi transmitida e foi um avanço em relação ao discurso do presidente na véspera, na abertura da cúpula, quando a adaptação foi ignorada. Mais marcante do que essa fala ao fim do segundo e último dia da reunião de líderes globais que antecede a COP30, foi o posicionamento na Mesa-Redonda sobre a Implementação das Metas de Adaptação, co-presidida pelo Brasil e pelas Nações Unidas. Segundo o resumo da Presidência da COP30, Lula afirmou que “a adaptação não pode continuar sendo parceira silenciosa da mitigação. As duas são inseparáveis. São pilares gêmeos da justiça climática. Na COP30, nossa tarefa coletiva é elevar a adaptação ao mesmo nível de ambição política e financeira da mitigação”.
A declaração, às vésperas do início da conferência em Belém, dá impulso para fazer da COP30 um marco para a agenda de adaptação. Ao associar o debate à necessidade de financiamento, evidencia-se o que pode ser a tônica das conversas na próxima semana.
Na semana que antecedeu a COP, o financiamento climático roubou a cena. Quem acompanha a agenda já esperava (com muita ansiedade, diga-se) que isso iria acontecer, afinal, não só as discussões sobre recursos financeiros durante a COP29, no Azerbaijão, não chegaram a um consenso, como também seria ele, o financiamento, o sinal mais concreto de que o blá-blá-blá dos últimos anos poderia, enfim, dar lugar à ação climática efetiva.
Além do mais, nenhum dos momentos-chave ao longo do ano deu indícios de que o impasse sobre finanças em volume, consistência e condições adequadas se resolveria: Cidade do Panamá, Bonn, Adis Abeba, Brasília… Nada. Por isso, a Presidência brasileira da COP sabia que era hora de agir fundo e tratar o assunto com intensidade, para dar aos países o tom que se espera, às portas da conferência.
Ao mesmo tempo, durante os dias da Cúpula, quanto mais o financiamento ganhava holofotes, mais evidente ficava a timidez de países desenvolvidos, maiores responsáveis históricos pela desordem climática que o mundo atravessa. Alguns deles, como Reino Unido, Alemanha, União Europeia e China fizeram questão de ser exemplo dessa timidez durante a semana. O Reino Unido então… Nem se fale. Nem as presenças do primeiro-ministro, Keir Starmer, e do príncipe William foram suficientes para os britânicos dizerem algo que soasse a: “estamos dentro!”, sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).
Não há justificativas possíveis e aceitáveis para países do Norte Global não acenarem materialmente com um fundo que fala o idioma do sistema econômico vigente. Muito embora decisões de aportes financeiros não sejam decisões meramente concentradas em um chefe de Estado ou do Executivo, e que é razoável compreender que cada país tenha seu timing para tomar decisões financeiras, vamos ser francos: o mundo completa pelo menos 16 anos – desde Copenhagen – sabendo que reverter a desordem climática implica agir forte e intencionalmente, agir fundo no enfrentamento da crise climática.
Para demonstrar alguma versatilidade e, ao mesmo tempo, seguir batendo na tecla de convencer pelo exemplo (tal qual já havia feito quando realizou o investimento inaugural no TFFF, em US$ 1 bilhão, semanas atrás), o Brasil usou o segundo e derradeiro dia da Cúpula dos Líderes para anunciar que criará, no plano doméstico, um “fundo de aceleração da transição energética” (ainda sem nome), a partir da exploração de petróleo. Trata-se de algo, como sabemos, contraditório por natureza, mas que, na ausência de detalhes, talvez mereça ser analisado a frio, afastadas as tensões que envolvem a COP.
Se concretizado, o fundo se somaria a um ecossistema financeiro em expansão, cujos dois dos exemplos promissores têm sido o Fundo Clima e o Fundo Social (FS, que também já se baseia na exploração de fósseis). O primeiro vai sendo turbinado por esforços da turma de finanças do governo, como os leilões do EcoInvest (o terceiro foi realizado recentemente, voltado para equity), buscando casar recursos públicos e privados pelo clima. Já o segundo, ainda em 2025, recebeu um banho de loja climático, que ampliou suas prioridades, trazendo temas ligados à agenda climática para o cerne da ação.
Fazer o dever de casa na arquitetura de mecanismos financeiros é importante e soa muito bem nas rodadas internacionais e nas conversas para cooperação técnica bi e multilateral. É cartaz inegável. No entanto, uma vez elevado, o sarrafo não pára de se mover pra cima, o que demanda que o Brasil aja com coragem para, por exemplo, revisar subsídios governamentais a atividades carbono-intensivas. Além do que, rever planos financeiros que muito mais consolidam o status quo anticlima, do que propriamente conduzem o país à Transformação Ecológica desejada, a exemplo do Plano Safra até aqui.
No plano internacional, o Brasil termina a semana tendo passado boa parte dos recados que quis, e que já eram “pedras cantadas” pelas Cartas da Presidência, de março até aqui. Um destaque é que nasceu na Cúpula do Clima a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, com o objetivo de promover o diálogo internacional sobre a interseção entre igualdade racial, clima e meio ambiente. “A crise ecológica global é também uma crise de justiça racial”, afirma o texto, que ficará aberto para endossos durante a COP. Países da América Latina, África, Ásia e Oceania já apoiaram a declaração, entre eles México, África do Sul e China.
A Cúpula de Líderes em antecipação à Conferência é um formato que, torcemos, tenha vindo para ficar. Tanto quanto importante, a reunião se mostra reveladora (logo de cara) de que muita gente vem do Norte ao Sul Global apenas para cumprir tabela. Se a COP30 será a “COP da Verdade”, como gosta de dizer Lula, a pauta do financiamento revelou uma verdade inconveniente a todos nós, que temos pressa diante da emergência climática.
A COP30 já começou.
Boa leitura!
TÁ LÁ NO GRÁFICO
O primeiro desafio para se iniciar formalmente uma COP é definir o que vai ser negociado naquelas duas semanas. Muitas vezes, é difícil entender sobre o que estão decidindo num mar de siglas e colchetes – que marcam os trechos dos textos sobre os quais há divergência. O Tá Lá no Gráfico desta semana tenta ajudar a navegar nos meandros da negociação da diplomacia climática.
Nossa narrativa visual desta semana é um guia rápido e simplificado para entender quais são os pontos mais importantes das negociações que se iniciam – se não houver uma briga de agenda (a chamada agenda fight) – nesta segunda-feira (10) na COP30, em Belém.

FRASE DA SEMANA
“Façam com que a COP30 seja lembrada como o momento em que o mundo mudou seu curso [das mudanças climáticas]. Não podemos reescrever as Leis da Física, mas podemos reescrever o nosso caminho.”
ABC DO CLIMA
Agenda de Ação Climática Global: É o pilar da Convenção do Clima que mobiliza ações climáticas voluntárias na sociedade e no empresariado para reduzir emissões, se adaptar às mudanças climáticas e avançar para economias verdes e resilientes, indo além das ações “de governo”. A Agenda de Ação (Action Agenda, em inglês) não faz parte das negociações oficiais da UNFCCC, porém, prevista no Acordo de Paris, também contribui para o seu cumprimento. Ela promove uma mobilização ampla e inclusiva, envolvendo empresas, governos locais, organizações da sociedade civil e comunidades, para conectar e fortalecer esses atores, estimulando a cooperação e o compartilhamento de soluções climáticas. É como uma ponte entre a diplomacia internacional e a ação prática. O engajamento de atores não-estatais é feito por meio da Parceria de Marrakech e pelos Campeões do Clima, e prêmios de ação climática. A Agenda de Ação fortalece capacidades por meio da Ação pelo Empoderamento Climático, e monitora e reconhece iniciativas de governos, empresas e comunidades pelo Portal Global de Ação Climática (NAZCA).
MONITOR DE ATOS PÚBLICOS
Nosso Monitor de Atos Públicos captou 16 atos relevantes para a política climática nesta semana, parte deles relacionados à logística e a outras diretrizes para a realização da COP30, que acontecerá em Belém na próxima semana. O tema mais frequente foi Institucional, com 7 normas, seguido por Indústria (5), devido ao pacote de Política Mineral publicado pelo respectivo Conselho Nacional. A classe mais captada foi Resposta, com 6 atos.
Nasce (agora oficialmente) a Taxonomia Sustentável Brasileira
Logo no início da semana, um decreto presidencial criou a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). O avanço é resultado de um processo iniciado oficialmente em março de 2024, quando o Comitê Interinstitucional para o tema fora criado, também por um decreto. De lá para cá, foram 20 meses de rodadas, debates, ajustes e um sem-número de contribuições para que o país tenha uma classificação oficial de suas atividades econômicas, capaz de estimular o caminho da descarbonização. A TSB agora é um dos instrumentos do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, estratégia lançada pelo atual governo, em 2023, para refundar as bases econômicas e de desenvolvimento do país.
Uma vez aplicada, a TSB indica caminhos tanto para o governo quanto para o setor privado. O primeiro pode progressivamente reduzir subsídios para o que é mais carbono-intensivo, enquanto o segundo pode tomar decisões sobre para onde direcionar investimentos, afastando-se daquilo que joga contra as metas climáticas do país. E a via inversa também: aumentar investimentos para o que aproxima o Brasil de reduzir emissões, conservar biodiversidade e resguardar direitos humanos. No entanto, para funcionar de verdade, a Taxonomia terá que ser levada a sério por todo mundo. Se os subsídios governamentais seguirem em alto volume para atividades anti-clima (a exemplo da produção de óleo e gás fósseis), a mensagem ao setor privado é de que tudo continuará “como Dantes no quartel de Abrantes”.
É mais um item da caixa de ferramentas pró-clima, e não só para mitigação, mas também para adaptação. A ver sua implementação.
Datacenters, incentivos e preocupações climáticas sobrevivem
No dia 5 de novembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu prorrogar a Medida Provisória que estabelece incentivos e fixa regras para instalação de Datacenters em território brasileiro, o REDATA. Agora, a MP vigora até 17 de janeiro de 2026.
A sobrevida trazida pelo Congresso tem os estados de Ceará e Rio Grande do Sul no centro do debate atual sobre datacenters no Brasil. O primeiro por conta do município de Caucaia, onde a ByteDance, dona da rede TikTok, pretende instalar seu centro. O segundo por conta de Eldorado do Sul, município-aposta para sediar projeto privado de uma “Cidade da IA”. Em ambos os casos, a demanda por altas quantidades de energia e água, em meio a vulnerabilidades e ausência de políticas de adaptação climática.
Ainda que a Medida Provisória fixe compromissos de eficiência hídrica e energética para a operação dos datacenters, ela não sana preocupações ambientais e climáticas. O Monitor de Desastres da Política por Inteiro aponta que nos últimos 5 anos, Caucaia/CE entrou oito vezes em situação oficial de emergência, 7 delas por Seca e Estiagem. Oito também é o número de emergências reconhecidas para Eldorado do Sul/RS, 7 delas por Tempestades, no mesmo período.
Ainda que vivendo extremos climáticos distintos, os municípios enfrentam desafios comuns em torno da sustentabilidade de grandes projetos em áreas sabidamente vulneráveis, não só para empreendimentos, como para a população no entorno e para as contas públicas, que terão que lidar com prováveis remediações já no curto prazo.
Colegiado de Política Mineral se movimenta
O chacoalhão ocorreu em 16 de outubro, mas só nesta semana é que o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) trouxe a público seis resoluções, que vão de diagnóstico e planejamento da mineração no país, ao aprofundamento de questões tributárias relacionadas, passando por regulações na mecânica do próprio colegiado. De destaques para a agenda climática, três merecem especial atenção:
- Resolução CNPM nº. 03/2025, que cria Grupo de Trabalho (GT) focado em elaborar (ou analisar) propostas de políticas públicas para cadeias de minerais críticos e estratégicos no país;
- Resolução CNPM nº. 04/2025, que cria outro GT, dessa vez para propor o Desenvolvimento Sustentável na Mineração, incluindo questões ligadas à promoção de Direitos Humanos;
- Resolução CNPM nº. 05/2025, que em si define 16 prioridades e 7 diretrizes a serem perseguidas pela Política Mineral Brasileira. O grupo envolvido neste trabalho tem entre seus compromissos a elaboração de uma “minuta inicial” do Plano Nacional de Mineração 2025-2050, a ser entregue ainda em 2025.
Um pouco de contexto: o Conselho Nacional de Política Mineral foi criado em 2022 e reformulado em 2023, sob o atual mandato federal. Recentemente, reuniu-se em 16 de outubro, quando aprovou o catatau de resoluções vindas a público nesta semana. Aparentemente, a retomada do funcionamento do conselho é motivada pelo ganho de espaço de assuntos como minerais estratégicos, terras raras, semicondutores e transição energética na mesa de negociações que vem tomando corpo entre Brasil e EUA, desde setembro, após a aproximação entre Lula e Trump, durante a Assembleia Geral da ONU.
O CNPM tem função consultiva sobre decisões de Estado e sobre regulamento mineral no Brasil. É o colegiado homólogo do CNPE (Política Energética).
BRASIL
Escazú é aprovado pelo Congresso
Depois de 7 anos da assinatura do Acordo de Escazú, o Brasil finalmente se aproxima da deliberação final do texto. Nesta semana, a Câmara dos deputados aprovou a adesão ao tratado, que é o principal instrumento de justiça e proteção para defensores ambientais da América Latina e Caribe. Agora a proposta vai ao Senado Federal, para ser definitivamente ratificada.
Aproveitando o embalo e já adiantando a implementação do Acordo, um decreto instituiu o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, que pretende garantir proteção individual, coletiva e territorial a defensoras e defensores de direitos humanos, principalmente das comunidades indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, comunicadores e ambientalistas, defensoras e defensores do campo e das periferias urbanas e dos agricultores e agricultoras familiares.
O plano será coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e contará com a atuação de outras pastas como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Igualdade Racial, Povos Indígenas e Meio Ambiente e Mudança do Clima.
MUNDO
TFFF: já não larga do zero
O Brasil já tinha anunciado o investimento inaugural de US$ 1 bilhão, semanas atrás. Agora foi a vez de Noruega, Indonésia e França divulgarem seus aportes ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), no almoço de lançamento do instrumento, no 1º dia da Cúpula dos Líderes (6), em Belém.
A Indonésia, outro país com florestas tropicais, igualou o investimento do Brasil: US$ 1 bilhão. A França comunicou que investiria 500 milhões de euros (cerca de US$ 578 milhões).
A maior contribuição até agora vem dos nórdicos: US$ 3 bilhões. Mas esse repasse está condicionado à obtenção de pelo menos US$ 10 bilhões de investimentos pelo conjunto de países. Ainda durante o almoço, a Holanda se comprometeu a doar US$ 6 milhões para bancar custos administrativos do novo fundo.
Alemanha, China, Holanda e Emirados Árabes Unidos já disseram que vão investir, sem especificar valores. O Reino Unido decepcionou. Britânicos falam somente em “fazer propaganda” junto aos setores público e privado porque a “proposta” é “muito original”.
A Política por Inteiro acompanhou de perto em Belém e trouxe um relato em detalhes.
G7 fracassa em liderar a eliminação dos fósseis e coloca em risco a ambição da COP30
As conclusões da Reunião de Ministros de Energia e Meio Ambiente do G7, em Toronto, revelam um descompasso preocupante entre a urgência climática e a atuação das maiores economias do mundo. Em vez de sinalizar uma aceleração na saída dos combustíveis fósseis, os ministros priorizaram a segurança do gás natural como eixo estratégico. Uma posição que tende a prolongar a dependência fóssil justamente quando as emissões globais precisam cair rapidamente para manter o limite de 1,5°C viável.
A contradição torna-se ainda mais gritante quando se traz à baila o fato de que a reunião contemplou ministros do Meio Ambiente, cujo mandato é justamente limitar e desativar a infraestrutura fóssil. O comunicado reforça iniciativas para diversificar o fornecimento de gás, expandir dutos e terminais, aumentar estoques e fortalecer sua competitividade internacional. Trata-se de um pacote que consolida o papel desse combustível não como ponte curta, mas como pilar duradouro de sistemas energéticos que já deveriam estar em plena descarbonização.
Esse movimento revela um problema estrutural: o G7 reúne países com maior responsabilidade histórica na crise climática e com capacidade técnica e financeira para liderar um abandono gradual e rápido dos fósseis. Quando aqueles que podem avançar escolhem não fazê-lo, enviam ao restante do mundo a mensagem de que apostar em gás ainda é uma política aceitável. Isso corrói a credibilidade do regime internacional do clima e aprofunda o déficit de confiança entre Norte e Sul globais.
Às vésperas da COP30, essa posição do G7 acende alertas. O encontro tem tudo para ser o marco histórico que finalmente colocará os combustíveis fósseis como o problema a ser enfrentado, e não como solução a ser preservada. Persistir em agendas de segurança do gás significa sabotar a ambição global no momento mais decisivo da década. O mundo chegará ao Brasil cobrando coragem, coerência e alinhamento com a ciência, mas o G7 não pode pisar nos freios.
Neste ano, o recado é claro: não há espaço para ambiguidades. Belém precisa consagrar o princípio de que segurança climática é segurança energética, negociando acordos implementáveis, imediatos e críveis quanto ao abandono gradual, justo e ordenado dos fósseis.
O estado da arte
A semana foi marcada por diversas publicações essenciais para entender os caminhos que o mundo deve tomar na política climática.
Elaborado conjuntamente pelas presidências das COPs de Baku e de Belém, o Roteiro Baku-Belém, lançado na quarta-feira (5), envia um sinal inequívoco ao ecossistema financeiro global de que, com ações reforçadas e reformas financeiras, é possível alcançar os US$ 1,3 trilhão da Nova Meta Global Quantificada (NCQG) de Financiamento Climático.
O Emissions Gap Report 2025, publicado na terça-feira (4) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), traz um alerta contundente: o mundo segue aumentando emissões de gases de efeito estufa e caminha para um aquecimento de até 2,5°C mesmo se todas as promessas de redução de emissões forem plenamente implementadas.
Num primeiro retrato da implementação do Acordo de Paris, o balanço dos primeiros Relatórios Bienais de Transparência (BTRs, na sigla em inglês) informa que ainda são limitadas as projeções sobre o alcance das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa dos compromissos nacionais.
O recado é claro: sem maior ambição, coerência e cooperação internacional, o mundo seguirá distante de suas metas climáticas e das oportunidades de um futuro resiliente e de baixo carbono.
DESASTRES
Nota de esclarecimento: Nosso Monitor de Desastres tem apresentado instabilidades nas últimas semanas e teve de ser submetido a reparos. Retornaremos com ele o mais rápido que pudermos.
TALANOA POR AÍ
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TALANOA NA MÍDIA
| TIME | A presidente da Talanoa, Natalie Unterstell, escreveu um artigo para a revista, falando de adaptação e resiliência. |
| Bom Dia Brasil – TV Globo | Marta Salomon, especialista sênior da Talanoa, participa de reportagem sobre o que deve ser discutido na COP30. |
| Colabora | Adaptação climática é também o tema que Daniel Porcel, especialista em Políticas Climáticas da Talanoa, falou ao Colabora. O tema deve ser prioridade na COP30. |
| O Eco | Em reportagem sobre a Cúpula do Clima, Natalie Unterstell dá entrevista e comenta sobre a defesa dos combustíveis fósseis que o presidente Lula fez em Belém. |
Bom fim de semana,
Equipe POLÍTICA POR INTEIRO